A Pizza na Brasa na minha vida – Joana Marques

Radialista da Antena 3, argumentista, comediante.
Radialista da Antena 3, argumentista, apresentadora do “Altos e Baixos”, do canal Q.

“Se a minha vida subitamente se tornasse entusiasmante e desse um filme, não faço ideia qual seria o título, nem a banda sonora, nem tão pouco a actriz principal (Maria Vieira, tira daí o sentido, procuramos alguém mais novo).

Mas tenho a certeza do que comeria enquanto assistisse à estreia: pizza.

Para começar, porque cinema e pizza é, oficialmente a melhor combinação de sempre. (já houve, de certeza, um instituto qualquer nos Estados Unidos a decretar isto), e depois, porque a Pizza na Brasa foi responsável, muitas vezes, pelo catering da minha infância e adolescência.

Lembro-me que existia uma Pizza na Brasa numa esquina muito próxima da casa onde vivia. E sempre que, eu e o meu irmão, convencíamos os nossos pais a deixarem-nos encomendar pizza, dava por mim a pensar se o estafeta viria entregá-la a pé ou de mota, tal o ridículo da distância (note-se que tinha muito tempo livre, para reflectir sobre estas matérias importantes).

Recordo-me também de um mito urbano, ou talvez suburbano, visto que tudo isto se passava em Linda-a-Velha, de um amigo do meu irmão que afirmava ser o melhor cliente da Pizza na Brasa, encomendando comida a toda a hora.
Dizia ele que chegava ao ponto de encomendar esparguete à bolonhesa para o lanche… e isto parecia-me uma vida de sonho, na altura.
Qual sonho americano, qual quê.

Uma vida plena de oportunidades é ter liberdade para encomendar o que quisermos à hora que quisermos, pensava eu. Felizmente mudei de ideias entretanto, e ainda consigo passar nas portas com relativa facilidade (e até de forma graciosa, às vezes).

Não sei se a história era verdade ou não, mas ele garantia que até lhe telefonavam quando ficava vários dias seguidos sem encomendar, a saber se estava tudo bem.
Gosto de acreditar que sim.

Por um lado, porque é bonito ver um restaurante preocupar-se com o bem estar dos clientes e, por outro, porque dava oportunidade ao jovem de, caso se encontrasse sem saldo no telemóvel, encomendar a sua calzone do dia, antes que lhe desse a fraqueza.”

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